DIA DAS MÃES
"O tempo passa, a vida passa, somente o amor de mãe persiste aos desafios impostos pelo tempo."
Deus um dia me disse:
Filho você está indo para o mau caminho e
eu respondi:
"Senhor, não se preocupe, estou de Jeep!".
3ª parte:
Os Jeeps
Pós-Guerra
Em 1948
os militares desejavam substituir os jeeps da Segunda Guerra Mundial ainda em
uso. Desde 1945 não era fabricado nenhum jeep. O jeep-padrão começava a dar
sinais de superação e um novo veículo era necessário, mas não havia dinheiro
para um projeto de tamanha envergadura. Devido as condições financeiras foi
decidido pela revisão do Jeep MB.
O modelo
revisado foi denominado de M38, que não era muito diferente do MB. A principal
modificação foi o aumento na capacidade de vadear águas profundas, para isto o M38 passou a contar com um sistema
elétrico a prova de água de 24 volts (no MB era de 06 volts), peças
especialmente vedadas e um sistema elevado de entrada de ar para o carburador.
Esta versão passou a ter os faróis maiores, destacados na grade frontal. A
grade frontal passou a ter 7 aletas de ventilação por causa do tamanho dos
faróis (os MB possuiam 9 aletas e faróis embutidos).
Em 1951 a
versão seguinte, M38A1, foi entregue aos militares. Era
mais robusto e tinha um motor de 75 HP (este motor foi chamado de Hurricane) e
corrigia deficiências do modelo M38. Foi produzido até o ano de 1963. Devido a
alteração do motor, este modelo sofreu uma alteração do capô deixando-o
parecido com os jeeps civis que podemos ver circulando em nossas ruas.
M38A1
Em março
de 1951 a Ford celebrou um contrato de pesquisa com o exército americano para o
desenvolvimento de veículos alternativos. Em 1959, após testes com diversos
protótipos foi entregue ao exército um veículo radicalmente mudado. Os estudos
foram realizados a partir das melhores características de operação do Caminhão
de Reconhecimento de ¼ tonelada, 4x4, utilitário (esta era a denominação do
Jeep dentro do exército americano). O visual do novo veículo foi reestilizado
para comportar tudo novo: mecânica, suspensão, parte elétrica entre outras
alterações. Nasceu assim o MUTT – Military Utility Tactical Truck ou M151. Este
veículo foi fabricado pela Ford e pela Kaiser Jeep de 1959 até 1970 quando
deixou de ser produzido pela constatação de um grave problema: seu sistema de
suspensão provocava muitas capotagens. Ainda existem muitos deste veículos em
uso em vários países, menos nos Estados Unidos, onde muitas unidades novas, 0
Km, esperam seu fim em desmanches militares. Atualmente o veículo padrão no
exército americano é o Hummer, que pode ser visto em diversos filmes atuais.
M151 - MUTT
O Jeep Civil
Antes
mesmo da guerra acabar a Willys-Overland percebeu que os populares veículos
Jeep poderiam servir ao mercado civil. A frase: “O Jeep em trajes civis”
aparecia com grande freqüência na revista da Willys-Overland e em anúncios de
jornais publicados durante e logo após a Segunda Guerra Mundial.
A
evolução do Jeep para o mercado civil tinha começado antes da vitória. Em 1944
foram desenvolvidos planos para se utilizar o Jeep na agricultura, pois o mesmo
teria sucesso garantido se usado como implemento agrícola, carro de trabalho,
puxador de peso e além disto levar a família à missa aos domingos. Com este
objetivo, 22 protótipos do veículo civil foram produzidos a partir do modelo
militar e receberam o nome de CJ-1 (Civilian Jeep).
A partir
destes protótipos foi lançado em agosto de 1945 o primeiro Jeep civil, o CJ2A
ao preço de US$ 1.090,00. Os anúncios proclamavam: “Uma usina de força sobre rodas”. Possuía uma porta traseira,
estepe montado lateralmente, faróis maiores, limpador de para-brisas
automático, tampa do tanque de combustível externas e outros detalhes não
disponíveis em seus antecessores militares. Em 1949, foi lançado o modelo CJ3A,
similar ao CJ2A, mas com uma transmissão e caixa de transferência mais robusta.
CJ2A
O modelo
CJ foi atualizado em 1953, para o modelo CJ3B. A carroceria do mesmo recebeu um
capô e grade dianteira mais altos para acomodar o novo motor de 4 cilindros
Hurricane F-Head, mais robusto que seu antecessor o popular “Go Devil”. No
Brasil este modelo devido a sua nova frente mais alta recebeu o simpático
apelido de “Cara de Cavalo”.
CJ3B – O “Cara
de Cavalo”
Em abril
de 1953, a Willys-Overland foi vendida para Henry J. Kaiser por 60 milhões de
dólares. A Kaiser introduziu em 1955 o modelo CJ-5, que possui o design de Jeep
mais conhecido por todos, pois foi produzido até a década de 80. Melhorias
constantes no motor, eixos, transmissões e conforto de assento, fizeram o CJ5 o
veículo ideal para o público. Além destes modelos ainda foram produzidos o CJ6,
conhecido no Brasil como “Bernardão”
que possuía uma distância entre-eixos de 101 polegadas (o CJ5 tinha 81 polegadas
entre-eixos) com opção de 04 portas e nos EUA ainda foram produzidos os modelos
CJ7 e CJ8, Scrambler, que era a mistura de um Jeep com uma pequena pick-up.
CJ5 – o último modelo produzido no Brasil
A marca
Jeep foi registrada em 1950 pela Willys-Overland, passou para a Kaiser, desta
para a American Motor Corporation e finalmente para a Chrysler. Recentemente
com a fusão da Daimler-Benz com a Chrysler, a marca ficou com a
Daimler-Chrysler com mais de 1.100 registros da marca Jeep em todo o mundo.
Este é
apenas um resumo da história deste valente veículo que serviu aos Aliados,
contribuindo para a derrota do Eixo e obtenção da paz no mundo (naquela época).
Coletado
e Transcrito por:
Ildo
Costa Nunes
Referências Bibliográficas:
- Jipe,
O Indestrutível - Denfeld e Michael Fry






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